Edição 33 | 2 de junho de 2010  
 
 

Nossa contribuição à diversidade biológica

Em comemoração ao Dia Internacional do Meio Ambiente (5/6), a Fibria dedica esta edição do FIBRIA NOTÍCIAS a apresentar algumas de suas iniciativas em favor da conservação da biodiversidade, tema escolhido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) para mobilizar a sociedade em 2010. Clique aqui e saiba como participar da campanha “Muitas espécies, um planeta, um futuro” do Pnuma.

Áreas preservadas

As Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) são áreas de conservação ambiental em terras privadas que guardam importantes riquezas da fauna e flora brasileiras. A Fibria possui três reservas regularizadas – Restinga de Aracruz (Aracruz - ES), Mutum Preto (Linhares - ES) e Recanto das Antas (Linhares – ES). Todas localizadas em importantes áreas de fragmentos bem conservados da Mata Atlântica. As três reservas juntas representam uma área nativa de 2.887 hectares com diversas espécies endêmicas (de ocorrência restrita a determinado local).

Corredor Central da Mata Atlântica

Como estratégia do Governo Federal, o Projeto Corredores Ecológicos promove ações para a preservação da Mata Atlântica em conjunto com cerca de 60 instituições do poder público, da iniciativa privada e ONGs. A Fibria contribui para a formação do Corredor Central da Mata Atlântica com a criação das RPPNs localizadas no Espírito Santo, a adesão ao Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, a participação nos Fóruns Florestais do Espírito Santo e do Sul e Extremo Sul da Bahia, entre outras ações. Saiba mais sobre as iniciativas pela Mata Atlântica apoiadas pela Fibria nesses endereços: www.conservation.org.br/publicacoes/files/CorredorCentraldaMataAtlantica.pdf, www.dialogoflorestal.org.br e www.pactomataatlantica.org.br.

Monitoramento de aves 1

A Fibria monitora e identifica as espécies de aves que se deslocam e permanecem em suas áreas florestais. Cerca de 600 espécies e 15,5 mil aves já foram registradas e são monitoradas para a conservação da biodiversidade. Para o acompanhamento da avifauna, a Fibria conta com o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema-ES), Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-RS) e União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, sigla em inglês). As aves são importantes indicadoras da qualidade do ambiente, pois reagem ao menor sinal de desequilíbrio.

Monitoramento de aves 2

A Fibria também trabalha em parceria com a Casa da Floresta, assessoria ambiental que desenvolve projetos de monitoramento para conservação das aves presentes nas Unidades Florestais Vale do Paraíba (SP), Capão Bonito (SP) e Três Lagoas (MS). Há 10 anos a empresa recebe os registros dos estudos e, a partir dos resultados, gera as recomendações para melhorar o manejo de suas áreas. Em São Paulo, nesse período, foram catalogadas 571 espécies de aves, muitas delas dependentes do ambiente florestal.

Protegendo a baleia jubarte

Em 2001, com a implantação do terminal de barcaças para transporte de toras de eucalipto de Caravelas (BA) até a Portocel, em Aracruz (ES), a Fibria iniciou pesquisas com o Instituto Baleia Jubarte para definir a rota das barcaças de forma a não impactar no deslocamento das baleias na região. A parceria também desenvolveu o monitoramento de encalhes de animais na área de influência do transporte marítimo sem registro de acidentes com jubartes e outros cetáceos. O mesmo suporte é dado para preservação dos botos-cinzas, espécie acompanhada desde 2002 pelo projeto.

Manguezal bem manejado

Desde 2002, a Fibria apoia o Projeto Maguezal Cepene/Ibama, em Caravelas (BA). O projeto desenvolve pesquisas de manejo e monitoramento do manguezal para a preservação do ecossistema da região. Para a recuperação de áreas degradadas são realizados estudos de bioecologia do caranguejo-uçá, muito comum na região e fonte de alimento e renda dos ribeirinhos. Além disso, o projeto também mantém viveiros de mudas e capacita a população ribeirinha para o manejo sustentável do mangue.

Educação ambiental 1

O Núcleo de Educação Ambiental (NEA), presente nas Unidades Florestais Vale do Paraíba (SP), Capão Bonito (SP) e Três Lagoas (MS), desenvolve ações locais em parceria com as escolas públicas das comunidades do entorno, além de participar de eventos com a unidade móvel, visitas monitoradas e aplicação de treinamentos relacionados ao tema ambiental. Já o Programa de Educação Ambiental (PEA) da Unidade Aracruz (ES) realiza projetos de conscientização com os diversos públicos da região sobre a conservação da biodiversidade e incentiva mudanças de atitudes relacionadas às questões socioambientais.

Educação ambiental 2

O JornalEco, publicação mensal de educação ambiental da Fibria, está em sua 55ª edição. Voltado para o público infantil, o jornal foi criado em 1995 e traz informações sobre meio ambiente para alunos de 5º e 6º anos do ensino fundamental. Com tiragem de 70 mil exemplares, é distribuído em escolas de São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Bahia. Em 2009, o JornalEco recebeu o Prêmio Aberje, da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, na categoria gestão de mídia impressa.

Plantio em mosaico

O plantio em mosaico é um método que mescla, numa mesma área, o cultivo de eucalipto e fragmentos de floresta nativa. Adotado em todas as áreas florestais da Fibria, os mosaicos de eucalipto fazem parte de um planejamento de uso da paisagem de forma a diversificar o ambiente. Essa diversidade nos plantios reduz o risco de pragas e doenças e contribui para a conservação da biodiversidade nas matas nativas. A Fibria possui 585 mil hectares de eucalipto e 393 mil hectares de florestas nativas, uma proporção de 1,6 hectare plantado para cada hectare de reserva preservada ou em restauração.

Da floresta à mesa

Em Capão do Leão (RS), a Fibria foi pioneira no setor ao implantar a primeira certificação de produtos cultivados em áreas de plantio de eucalipto. O selo garante ao produtor uma produção de alimentos com licenciamento ambiental, segurança alimentar e estimula a diversificação do uso da terra pelo sistema agrossilvipastoril. Desde 2006, ano de criação do Projeto Floresta à Mesa, mais de 10 mil hectares de propriedades rurais participantes do programa de fomento Poupança Florestal foram plantados com alimentos por esse sistema. O projeto doa anualmente sementes de diversas culturas para os produtores fomentados. Essa parceria contribui para o aumento da produtividade do plantio de eucalipto, reciclagem de nutrientes e diversificação da matriz produtiva. Em março deste ano, redes de supermercado do Rio Grande do Sul começaram a comercializar os produtos certificados do projeto Floresta à Mesa.

Você sabia...

...que o Centro de Reintrodução de Animais Selvagens (Cereias), localizado em Aracruz (ES), é uma parceria da Fibria com o Ibama e já acolheu aproximadamente 70 mil animais, entre aves, mamíferos, répteis e anfíbios? Cerca de 80% desses animais foram reintegrados à natureza em diferentes biomas e regiões do Brasil.

 
 
   
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